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quinta-feira, 1 de junho de 2017

terça-feira, 30 de maio de 2017

Mirtilo, uma grande opção para os pequenos agricultores.


O mirtilo é nativo da América do Norte: Estados Unidos e Canadá, onde é denominado blueberry, também, onde se produz e consome 90% do mirtilo do mundo. No final da década passada uma série de estudos realizados por universidades norte americanas colocam essa fruta como a de maior poder antioxidante associado a isto uma série de propriedades nutracêuticas. A partir daí seu consumo como fruta fresca tem aumentado em todo o mundo. Esse cenário tem levado o mercado norte americano oferecer frutas frescas aos consumidores durante todo ano. Por ser uma fruta de curta vida de conservação a alternativa de ofertar ao mercado todo o ano é importar fruta do hemisfério sul. O Chile tem sido o principal produtor, com uma área superior a 2.000ha de cultivo, atingindo um volume de exportação de fruta fresca em torno de 6.000 toneladas. Mais recentemente, a Argentina e o Uruguai, também se inseriram como produtores e exportadores de mirtilo, com uma área em torno de 1.500ha e 500ha respectivamente, com plantios crescentes a cada ano. Nesses países predominam os plantios dos grupos highbush e southern highbush Na Europa o consumo de mirtilo tem crescido muito. O crescimento da produção é limitado pelo clima e pela escassa e cara mão de obra dos países europeus. Existe uma grande demanda pelo mirtilo e outras pequenas frutas por países europeus.


No Brasil, estima-se uma a área de cultivo de mirtilo ao redor de 100 ha, sendo 30 ha em Vacaria ( predominando highbush), 20 ha na região de Caxias do Sul (predominando rabitteye) e 10 ha na região de Pelotas (predominando rabitteye). O restante da área de cultivo está disperso em pequenos pomares em outros municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.



Comercialização

O mirtilo, nos últimos anos, tem ganhado as prateleiras dos supermercados nos mais diversos produtos industrializados, o que tem aumentado a demanda pela fruta congelada. Mas, a maior parte da produção é comercializada na forma de fruta “in natura”. O apelo nutricional e terapêutico (nutraceutico), destacando o mirtilo e as frutas vermelhas como alimentos funcionais, capaz de prevenir e controlar determinadas doenças, tem atraído as pessoas para o consumo dessas frutas. A fruta produzida para o mercado “in natura” e congelada no Brasil, tem como principal produtor o município de Vacaria. Essa produção tem sido exportada em pequenos volumes para países europeus. Sabe-se também, que existe a importação de determinados volumes, principalmente de fruta congelada para processamento industrial. Na região da Serra Gaúcha e Serra da Mantiqueira, nos estados de São Paulo e Minas Gerais existem pequenos cultivos para atender a demanda de fruta fresca nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte.

Não se encontram muitos dados sobre a produção, consumo e comercialização de mirtilo no Brasil, nem mesmo sobre volumes importados e exportados. No entanto, percebe-se, que a oferta no Brasil parece ser menor que a demanda, e os preços são compensadores aos produtores. Na região de Vacaria e na Serra Gaúcha, pequenos produtores, recebem em torno de R$ 10,00 a R$15,00 pelo quilo da fruta fresca, podendo chegar a R$ 20,00/quilo, quando vendida sem intermediação.

Babosa "aloe vera" vira um ‘SUPER’ adubo! Confira.

Experiência vem sendo adotada na região de Santa Cruz do Rio Pardo como um poderoso fertilizante na agricultura

Fonte: http://www.jcnet.com.br/Regional/2017/03/babosa-vira-um-super-nutriente.html


Aurélio Alonso

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Algumas estratégias para diminuir os custos econômicos da pequena propriedade rural - Economia a partir da capacidade e do que se tem disponível

Diminuindo os custos econômicos da pequena propriedade rural - Economia a partir da capacidade e do que se tem disponível

Antônio Roberto Mendes Pereira

OUTRAS ESTRATÉGIAS DE ECONOMIA LOCAL 

DO PRÓXIMO PARA O LONGE – Tudo mais distante normalmente se gasta mais. O ir, o vir, o levar o trazer, são tarefas que quando realizadas em grandes distâncias aumentam muitos as despesas. Uma boa estratégia que pode ajudar muito na economia local é trazendo a produção para o mais próximo de casa possível. Plantar o que se come o mais perto de casa possível deve ser uma das estratégias. Na Permacultura a zona 01 é a área que deve ser dedicada a se tornar o supermercado da família, onde o alimento do consumo de casa deve ser produzido ao máximo nesta área. Ter as necessidades básicas atendidas sem precisar se comprar faz uma diferença fantástica e muito significativa na economia financeira da família. 

SÓ PLANTAR O QUE DÁ PARA CUIDAR – Normalmente a intenção de plantar transcende a quantidade de mão de obra e de tempo que se tem, gerando perdas e consequentemente baixas na produção e na rentabilidade da atividade. Dimensionar corretamente o que se quer cultivar ou criar levando em consideração a disponibilidade de mão de obra, de insumos e de tempo deve fazer parte do planejamento da produção. É comum encontrarmos atividades super dimensionadas na tentativa de fazer mais lucro, e sempre percebo que normalmente os resultados são negativos, precisamos montar estratégias de diminuir os riscos e não de aumentar.

UTILIZAR AO MÁXIMO O QUE SE TEM- Antes de comprar qualquer insumo verifique primeiro se existe outro elemento que possa atender a demanda sem ter que se comprar. Um dos princípios da permacultura é que cada elemento deve executar várias funções, logo, aplique este princípio e descubra ou identifique outros elementos que possa atender a demanda. Produto similar ou parecido e que desempenhe a função exigida é a estratégia pretendida.

CRIAR MANEJO DE MENOR INTERVENÇÃO – Qualquer intervenção que se faça no nível de cultivo ou criação, normalmente aumenta as despesas. Uma intervenção também na hora errada aumenta vertiginosamente os gastos principalmente com mão de obra. Por exemplo, tem muitos produtores que durante o cultivo do milho de inverno faz duas a três limpas, enquanto outros produtores mais atentos aos processos naturais já perceberam que uma capina em muitos casos é suficiente, não comprometendo o desempenho produtivo do cultivo e muito menos o retorno financeiro. A estratégia é a hora e o momento certo de aplicar o serviço.

AUMENTANDO A MISTURA DE PLANTAS - Quando se mistura as culturas aumenta-se a capacidade de lucratividade, pois dificilmente acontecerão prejuízos onde se perca tudo o que foi plantado. É uma garantia o plantio consorciado, além de economizar mão de obra, pois ao mesmo tempo em que manejo uma cultura estarei manejando todas ao mesmo tempo. 

O aumento da rentabilidade e a diminuição das despesas internas de uma propriedade rural dependem em parte dos fenômenos da natureza e da ação planejada ou não do ser humano. Quando investimos tempo e energia no planejamento diminuímos os riscos. Utilizar os recursos que se tem no local é uma condição necessária para a busca da sustentabilidade das propriedades de modo geral. Trazer de fora não deve ser a postura de quem quer criar um ambiente equilibrado e que não deixe de ter por falta de dinheiro. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Cultivo do açaí da palmeira juçara no litoral Norte do RS





Na região de Três Cachoeirinhas, no litoral do Rio Grande do Sul, 
produtores apostam na produção de açaí como forma de preservação
 e recuperação da Mata Atlântica.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Produção de Noz Pecã é possível entre pequenos agricultores!





Camafeu, trouxinha e delícias de nozes. Provavelmente você já provou
 algum desses doces e sabe o quanto são deliciosos. Mas o que eles têm
 em comum está no principal ingrediente, a noz pecã. E a nossa equipe 
preparou uma reportagem especial que mostra como funciona o processo
 de produção desse fruto aqui no rio grande do sul.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Manhã de Campo Mirtilo e Amora Preta - Morro Redondo

A Embrapa Clima Temperado, Emater/RS-Ascar, UFPel e Produtores de Morro Redondo, se reúnem em uma debater assuntos que envolvem desde manejo até possíveis mercados para as pequenas frutas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Cultivo de oliveiras aponta crescimento no Brasil

Revista globo rural

Produção de azeite, já consolidada em países da Europa, na Argentina, Uruguai e Chile, começa a ganhar fôlego no Brasil

por Luciana Franco

Editora Globo
Na Grécia, a importância do azeite é tamanha que a erradicação de uma oliveira já foi sentenciada com pena de morte. Não é à toa que o país europeu se tornou nos últimos séculos o maior consumidor mundial de azeite, com 21,6 litros por habitante ao ano. Com uma produção de 400 mil toneladas e consumo de 250 mil toneladas, a Grécia se posiciona como terceiro maior produtor mundial. No país estão 120 milhões de oliveiras – dos 750 milhões existentes em todo o mundo. E o grande destaque para a capital mundial do azeite é a qualidade de sua produção, integralmente de extravirgem: o azeite de melhor qualidade que existe.

A história da Grécia se confunde com a da azeitona, que começou a ser cultivada na Ilha de Creta. O azeite é tão importante para o país que responde pela renda de 13,5% da população. O produto, que já foi usado na fabricação de perfume e de pomada com fins medicinais, foi utilizado por Hipócrates, o pai da medicina, para a cura de cólicas, surdez e queimaduras.


Editora Globo
Inspirados na antiga tradição grega, vários vizinhos europeus iniciaram o cultivo de oliveiras e investiram na produção de suas próprias marcas de azeite. Hoje, a Itália ostenta o título de maior produtora do mundo, seguida pela Espanha. A qualidade da produção desses dois países serve de modelo para quem quer iniciar o cultivo de oliveiras e extrair um azeite de primeira. Na América do Sul, Chile, Uruguai e Argentina já colhem gordas safras de azeitonas e têm a qualidade de seus azeites reconhecida no mercado internacional.

No Brasil, a oliveira chegou há muitos séculos, trazida por imigrantes europeus. Apesar disso, o cultivo se manteve restrito no país. Mas essa situação começa a mudar, com iniciativas espalhadas por diversos estados brasileiros. O Rio Grande do Sul é atualmente o polo mais desenvolvido, graças, entre outros fatores, à iniciativa do empresário José Alberto Aued, que implantou, em 2005, um centro de produção de 12 hectares de oliveiras no município de Cachoeira do Sul. Após cinco anos testando diversas variedades, o empresário realizou neste ano a primeira extração de um azeite brasileiro: o Olivas do Sul.


.Editora Globo
José Aued colhe a quinta safra e produz neste ano o primeiro azeite brasileiro
Além do Rio Grande do Sul, o cultivo se expande também nos estados do Paraná, Minas Gerais e São Paulo. Em Minas, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) ajudou a disseminar pequenas lavouras em diversas regiões do estado. Já em São Paulo, um grupo de estudos foi criado para pesquisar a cadeia da oliva. O aumento das ações nessa área reflete a crescente demanda pelo produto, já que o Brasil gasta anualmente R$ 400 milhões na importação de azeitonas de mesa e azeite. O volume de compras dobrou nos últimos cinco anos, e a maioria das aquisições é feita na União Europeia (85%) e na Argentina (13%).

Como ainda é uma atividade nova no país, são poucas as estatísticas disponíveis sobre a cadeia, no entanto, os recentes cultivos mostram que as variedades utilizadas – oriundas da Europa – são aptas ao clima e solo brasileiros. “Trouxemos seis variedades, sendo que a mais cultivada é a arbequina, originária da Espanha”, avalia Gabriel Bertozzi, da Agromillora, única empresa que importa mudas de oliveira para o Brasil. Pelos cálculos de Bertozzi, são cultivadas cerca de 130 mil mudas por ano no país. A maior parte dessas lavouras vai render sua primeira colheita no próximo ano. “Acreditamos que o Brasil tem grande potencial para produzir um azeite de qualidade”, diz Fernando Rotondo, produtor e consultor, que cultivou em sua propriedade, em Santana do Livramento (RS), 12 mil mudas.


Editora Globo
A oliva deve ser processada até 12 horas após a colheita
Alguns entraves, porém, ainda precisam ser solucionados, entre os quais destaca-se o espaçamento do plantio. “O cultivo muito adensado eleva os custos, pois requer a poda das árvores, que é uma operação cara. Os menos adensados também têm se mostrado mais produtivos”, afirma Bertozzi. Os pomares de Aued contam com 300 plantas por hectare, enquanto que na Europa alguns plantios contabilizam até 1.800 árvores por hectare. Outra questão ainda em estudo se refere ao clima. As variedades cultivadas no Brasil foram trazidas da Europa, onde o clima é temperado, e estão sendo cultivadas em áreas de clima similar. “Mas existem azeites excelentes em Marrocos, na Grécia e em Israel, regiões quentes, e isso nos leva a crer que também poderíamos testar variedades dessas regiões“, avalia Angélica Prela Pântano, pesquisadora do Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

O IAC, em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), o Instituto de Economia Agrícola (IEA), a Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada (Cati) e a Agência de Serviço Settore Agroalimentare Marche (Assam), da Itália, está realizando um zoneamento em São Paulo para descobrir quais áreas são indicadas para o cultivo no estado. “Municípios próximos à Serra da Mantiqueira e no sul do estado apresentam boas condições de cultivo de oliveiras”, diz Angélica.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Produção agroecológica de pequenas frutas - Programa Rio Grande Rural

A agroecologia é uma ciência que estuda o modo de produzir sem prejudicar os seres vivos e o ambiente. É também um modo de vida. É assim que o Pedro Lovato, agricultor ecologista do município serrano de Farroupilha enxerga a produção agrícola e a maneira de viver. Ele produz frutas orgânicas e tem uma bela propriedade sustentável.

Jornalista José Mario
Cinegrafista Fernando Veríssimo 
Farroupilha - RS

domingo, 18 de janeiro de 2015

Técnica francesa de criação de aves - Record News Rural



Na Paraíba avicultores estão ganhando mercado porque utilizam uma técnica francesa para engordar as aves. Quem investe no setor garante que a produtividade é maior e a carne de melhor qualidade.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Dia de campo na TV - Energia eólica como alternativa para pequenas propr...

O sistema de microaspersão acionado por cataventos permite uma aplicação freqüente de pequenas quantidades de água, que se ajusta à taxa de absorção de água pelas plantas cultivadas.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ponta Grossa tem grande produção de amoras



A amora, antes rara, agora é sucesso de colheita aqui no Brasil. Além
de vender a fruta, diversos produtores de Ponta Grossa já estão
desenvolvendo produtos com esta iguaria, entre eles doce, geleia e até
aguardente.

domingo, 4 de agosto de 2013

Estufa baixo custo - modelo PESAGRO - RIO

          
Atualmente, existem várias atividades agrícolas e comerciais que dependem de estruturas com cobertura de plástico transparente - as chamadas “estufas”. Entre essas atividades, as mais importantes são:
cultivo protegido de olerícolas e ornamentais, produção de mudas, hidroponia, secagem de grãos e comércio de plantas. 

Muitas vezes, o fator que limita o início ou a expansão dessas atividades é o alto custo das estufas. Além disso, muitas estufas comerciais não são adaptadas às condições climáticas de regiões tropicais.

               Visando solucionar esses problemas, a PESAGRO-RIO desenvolveu um modelo de estufa com as seguintes qualidades:

• Custo reduzido, de três a cinco vezes inferior ao custo de uma estufa
comercial.
• Adaptada ao clima de regiões tropicais.
• Dimensões flexíveis para se adaptarem a quaisquer necessidades.
Larguras de 5 ou de 8 metros. Comprimento e altura variáveis.
• Fácil construção, não necessitando de mão- de-obra especializada.
• Utiliza materiais facilmente encontrados na propriedade agrícola ou
no comércio local.


VEJA NO SITE:

http://www.pesagro.rj.gov.br/downloads/publicacao/EstufaBaixoCusto.pdf

domingo, 9 de junho de 2013

Severino aos 88 anos conduz Propriedade Agroecológica - Sertão Santana - Rio Grande Rural

Você vai conhecer a trajetória de vida de um médico reformado do Exército, que encontrou na fruticultura uma forma de se manter sempre ativo aos quase noventa anos. O sítio do Severino Fin, em Sertão Santana, é uma propriedade modelo de diversificação, produção e sustentabilidade ecológicas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Caravana Agroecológica vai ao encontro de famílias que resistem ao avanço do agronegócio em Minas


Cerca de 100 pessoas de todo o Brasil percorreram mais de 1,6 mil km para visitar 17 municípios da Zona da Mata mineira
Gleiceani Nogueira - Asacom
29/05/2013
Entre uma comunidade e outra, passando por estrada de asfalto, de barro, de terra, subindo e descendo morros, adentrando a Mata Atlântica, a Caravana Agroecológica e Cultural da Zona da Mata – MG percorreu durante três dias (22 a 24 de maio) em torno de 1627 quilômetros. Para se ter uma ideia, essa distância equivale a sair de São Luiz, capital maranhense, a Salvador, na Bahia, no extremo sul da região Nordeste. A iniciativa faz parte do processo preparatório do III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), previsto para o primeiro semestre de 2014. 

O percurso foi dividido em três rotas (Muriaé, Araponga e Acaiaca), que se subdividiram em sete grupos. Ao todo, foram visitados 17 municípios da Zona da Mata Mineira: São Miguel do Anta, Canaã, Araponga, Divino, Ponte Nova, Acaiaca, Abre Campo, Diogo de Vasconcelos, Simonésia, Sem Peixe, Conceição de Ipanema, Visconde do Rio Branco, Ervália, Muriaé, Pedra Dourada, Espera Feliz e Alto Caparaó. 

Estudantes da Escola Família Agrícola (EFA)Paulo Freire receberam participantes da caravana com música | Foto: Gleiceani Nogueira
Os participantes, vindos de todas as regiões do País, conheceram experiências de agricultores e agricultoras em produção agroecológica, sistemas agroflorestais, sementes, educação do campo, acesso à terra, manejo dos recursos naturais e acesso a mercados, mobilizadas e articuladas pelo Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), em parceria com entidades locais.

Para o representante da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e coordenador do Centro Sabiá, Alexandre Henrique Pires, a caravana conseguiu fazer uma boa mobilização de organizações e movimentos sociais de todo o Brasil e mostrou uma capacidade de articulação de experiências bastante interessante dentro da proposta do III ENA, que é de reafirmar a agroecologia como a principal estratégia para o desenvolvimento rural.
“As experiências mostram capacidade de produção de alimentos, de geração de renda, de conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, de geração de trabalho, de perspectivas para a juventude rural, de força e visibilidade do papel das mulheres camponesas”, avalia Pires, que também está na comissão nacional de preparação do ENA. 

Território de disputa

Granada (MG) - Além de conhecer experiências agroecológicas, os participantes tiveram a oportunidade de visitar projetos do agronegócio, perceber suas contradições e efeitos negativos na vida das famílias, em contraposição à realidade da agroecologia.

Participantes se indignaram com placa colocada ao longo da barragem| Foto: Gleiceani Nogueira
No município de Abre Campo, os contrastes entre os dois modelos são bastante evidentes. Na comunidade foi construída a barragem de Granada, no rio Matipó, bacia hidrográfica do Rio Doce. O processo de licenciamento teve início em 1995, mas a licença de operação e instalação foi concedida em 2002. Durante todos esses anos, as famílias contam que eram procuradas dia e noite pelo representante da empresa, que eles chamam de “homem da mala preta”. 

“Se há uma represa que deu lágrima foi essa. Aqui todo mundo saiu chorando. Quando eu sai da minha casa, fui parar num barraco de maderito. Fiquei 10 anos no barraco de maderito e não é coisa de gente morar não. Pra quem tinha uma casa como eu tinha, de madeira, de tábua”, desabafa Carminha, uma das atingidas pela construção da barragem. “A gente tinha fartura de tudo. A gente comprava um sal, um óleo, pouca coisa. Hoje, o que eu tenho, é tudo comprado”, compara Carminha.
No semblante das famílias, ainda percebe-se um olhar triste. Na lembrança, as memórias de ‘um tempo que não volta mais’ ainda são muito presentes. A construção da barragem desterritorializou centenas de famílias, acabou com a agricultura da região, com as fontes de água, com a vegetação e com o campinho de futebol, principal espaço de lazer da comunidade. Contraditoriamente, no entorno da grande obra, a Brookfield, empresa canadense que comprou a barragem em 2008, espalhou placas com a seguinte frase: Preserve o meio ambiente! 

Veio (casaco vermelho) explica o funcionamento do seu sistema de produção | Foto: Gleiceani Nogueira
Apesar do sofrimento, as famílias da comunidade Granada estão aos poucos conseguindo reestruturar suas vidas e encontraram na agroecologia uma grande aliada. Com o apoio do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), o casal Alzira e Veio implantou um sistema de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS) onde combinam espécies arbóreas com cultivos agrícolas, em hortas circulares. No centro é instalado um galinheiro, cujas fezes servem de adubo para o plantio.


 
Além das barragens, o território sofre com os efeitos na mineração, da monocultura do eucalipto, da cafeicultura e tantas outras expressões do agronegócio. Ao mesmo tempo, a caravana mostrou que há um grupo significativo de famílias que estão resistindo a esse modelo, através de práticas que valorizam o conhecimento local e respeitam a natureza.
“Quando os agricultores têm consciência do seu papel enquanto sujeitos políticos, eles criam um conjunto de estratégias de independência do mercado, gerando um grau de autonomia econômica, cultural, produtiva, bastante diferente daquelas famílias que não têm acesso a esses conhecimentos ou que não se reconhecem como sujeitos desses conhecimentos”, avalia Pires.  
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Caravana agroecológica em Minas Gerais rumo ao III ENA

domingo, 2 de junho de 2013

Dia de Campo: cultivo de base agroecológica

A agricultura familiar no Brasil exerce um importante papel como principal fonte de abastecimento de alimentos do Mercado Interno. Mas, os produtores necessitam sistemas de produção adequados as suas capacidades produtivas. Num Dia de Campo, realizado em Pelotas/RS, agricultores familiares de Piratini e Santa Vitória do Palmar puderam conhecer e receber incentivo para o cultivo de base agroecológica.

Reportagem: Jonas Kicköfel
Edição: Jonas Kicköfel
Imagens: Rafael Dias

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Campanha nacional incentiva a produção de alimentos orgânicos - programação em todo Brasil 24 maio a 3 junho

Último censo do IBGE identificou mais de 90 mil produtores orgânicos no país

por Ascom/Ministério da Agricultura
 Shutterstock
A partir de domingo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoverá em vários estados do país mais de 180 eventos
Começa no próximo domingo, 26 de maio, em todo o Brasil, a Semana dos Alimentos Orgânicos. Durante seis dias, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoverá em vários estados do país mais de 180 eventos, como cursos, seminários, debates, feiras, estandes de degustação e oficinas para esclarecer aos consumidores o que são esses produtos, quais os benefícios ambientais, sociais e nutricionais.

Em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Meio Ambiente (MMA), o Mapa sediou a primeira edição da Semana de orgânicos em 2005, por meio da campanha nacional que incentiva a produção e consumo desses alimentos.

A agricultura orgânica é caracterizada pelo processo diferenciado de produção, pois não utiliza agrotóxicos, nem fertilizantes químicos. O sistema tem como base o desenvolvimento sustentável associado à preservação dos recursos naturais, à saúde do consumidor e à valorização do trabalhador rural.

“As ações de fomento à produção orgânica, desenvolvidas pelo Mapa, tem dado prioridade à construção do conhecimento agroecológico, à disponibilização de insumos apropriados para a produção orgânica e à promoção da ampliação da produção e consumo de produtos orgânicos e de base agroecológica no Brasil”, disse o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha.

O secretário lembra que o Mapa também é responsável pelo controle da certificação dos produtos, de forma a assegurar ao consumidor que ele está consumindo realmente um alimento que foi produzido dentro das normas da produção orgânica.

Existem mais de 11 mil unidades de produção orgânica certificadas no país. O último censo agropecuário do IBGE, em 2006, identificou 90 mil produtores orgânicos. Segundo o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, a agricultura orgânica vem crescendo num ritmo acelerado. “Na década de 70 achavam que era modismo e que iria passar, mas a população começou a perceber a importância de uma alimentação de qualidade. Percebemos claramente o aumento da procura dos consumidores e o aumento dos produtos no mercado”, disse.

Está previsto para junho deste ano o lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. “Estamos finalizando junto a outros órgãos do Governo Federal, os ajustes para o lançamento do plano, que consolidará as ações do Governo e da Sociedade Civil em prol do desenvolvimento da Agroecologia no Brasil”, ressaltou Rocha.

Aproximadamente 58 mil pessoas participaram da Semana dos Alimentos Orgânicos em 2012. Este ano, 21 estados já confirmaram sua participação com apresentação de seminários, cursos e outros eventos.

Confira aqui a programação dos estados.

Fonte Revista Globo Rural



DIA 01/06/2013
LOCAL: Av. José Bonifácio – Feira dos Agricultores Ecologistas
HORÁRIO
ATIVIDADE
PALESTRANTE / COORDENAÇÃO /
ORGANIZAÇÃO
8h às 13h Será realizada um mostra fotográfica das
áreas de produção ecológica dos associados,
juntamente com a distribuição de material
informativo
Associação Agroecológica
Porto Alegre, Av. José Bonifácio
– Feira dos Agricultores