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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Receita para adubo natural e orgânico



Escrito por Marlene Affeld 

Traduzido por Elia Regina Previato


         


Receita para fertilizante natural e orgânico
Plantas de interiores melhoram a umidade do ambiente
Polka Dot Images/Polka Dot/Getty Images
Plantas caseiras são um acréscimo bem-vindo à maioria dos planos de decoração de interiores. Elas acrescentam textura, cor e elementos naturais às casas, além de limparem o ar e aumentarem a umidade e o interesse visual. Para florir, plantas de interiores requerem luz adequada, umidade e nutrição. Incentive um crescimento e um desenvolvimento saudáveis alimentando as plantas regularmente com um fertilizante orgânico rico em nutrientes. Tente as receitas abaixo para produzir fertilizantes naturais usando ingredientes caseiros.

Aparas de grama

Aparas frescas de grama, quando molhadas e envelhecidas, produzem um fertilizante rico em nitrogênio que pode ser aplicado em plantas caseiras e de jardim. Coloque as aparas de grama em um balde de 20 litros cheio até a metade de grama. Encha o balde com água e cubra com uma tampa apertada. Coloque em um local ensolarado por seis a oito semanas. Quando a mistura estiver madura, terá um cheiro de terra fermentada e uma composição espumante. Dilua despejando uma xícara da mistura em 3 litros de água. Use essa mistura diluída para aguar as plantas da casa. Aplique semanalmente durante a fase de crescimento. Folhas secas ou restos de jardim podem ser usados em vez de aparas de gramas. Faça diversos recipientes dessa mistura de nutrientes para um suprimento contínuo de fertilizante orgânico. A alta concentração de nitrogênio incentivará um desenvolvimento vigoroso das folhas.

Chá de estrume

O estrume curtido de animais herbívoros (vacas, ovelhas, cabras, lhamas e cavalos) é muito benéfico para as plantas. Em um balde de 20 litros ou em um balde de lixo de 140 litros, coloque o estrume curtido e água para maturar. Encha o recipiente com um terço de adubo verde, adicione água até encher e cubra com uma tampa apertada. Coloque no sol em um lugar quente e deixe maturar por diversas semanas. Coe o líquido e use o fertilizante diluído em três partes de água para molhar as plantas. Esse é um processo contínuo. Acrescente mais estrume e mais água, conforme for usando a mistura, para ter um suprimento de fertilizante natural o ano todo. Não fertilize as plantas em excesso. Plantas de interior devem ser fertilizadas somente quando estiverem em crescimento ativo — não fertilize durante o inverno, quando muitas plantas estão dormentes. Plantas caseiras se beneficiarão de aplicações de fertilizante orgânico diluído entre a primavera e o verão. Durante os dias curtos de inverno, as plantas caseiras precisam de pouco ou nenhum fertilizante adicional.

Café

Molhe as plantas caseiras com café frio e coloque pó de café usado no solo. Rico em nitrogênio, o café ajuda as plantas a criar raízes resistentes e folhas verdes exuberantes.

Ovos

Enxágue cascas de ovos, esmague-as, coloque-as em um recipiente de 3 litros e cubra com água. Deixe maturar por alguns poucos dias e coe a água para molhar as plantas. Continue acrescentando cascas de ovos enxaguadas e moídas e água ao recipiente e use quando as plantas precisarem ser regadas. As cascas de ovos são ricas em cálcio, que incentiva o desenvolvimento de raízes fortes e o crescimento das folhas.

Cinzas

Cinzas de madeira contêm potássio e fosfato, além de oligoelementos. Misture um quarto de xícara de cinzas com um litro de água e aplique nas plantas. Use uma vez ao mês.

http://www.ehow.com.br/receita-fertilizante-natural-organico-estrategia_135650/

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Com análise de solo, adubo na medida certa


    Fernanda Yoneya - O Estado de S.Paulo
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    Produtores de coco seco do Nordeste que já conhecem as vantagens do manejo intensivo estão animados com o projeto. Há 15 anos na atividade, o produtor Francisco de Assis Grossi Araújo, que possui 60 hectares em Pirambu e Neópolis (SE), diz que não é possível ter boa produtividade sem adubação racional e controle de pragas. "Isso é o básico, principalmente para o pequeno produtor, que cultiva no sistema sequeiro", diz Araújo, cuja produção média é de 120 frutos/planta/ano.

    JOÃO CARMELO, DE PIRAMBU (SE) -
    Produtividade média de 100 frutos/planta/ano, sem irrigação
    "A média do Nordeste está muito baixa, por falta de tecnologia. E não é uma tecnologia sofisticada, são práticas simples, que qualquer produtor pode ter. Meu gasto com adubação orgânica, para se ter ideia, é de R$ 5/planta/ano. É barato", diz Araújo, que destina a produção para sua própria indústria. Por mês, são 200 toneladas de coco ralado produzidas. "O óleo de coco, subproduto do coco seco, é usado na indústria de cosméticos, para fazer shampoo, e na indústria de sabão", diz.
    Veja também:linkCoqueiro muito mais produtivo linkCoqueiro-anão tem cultivo intensivo
    O produtor Márcio Diniz Mendonça Alves, que possui 50 hectares em Itaporanga (SE), colhe, em média, 50 frutos/planta/ano, mas diz que pode melhorar. "O coqueiro gigante é muito exigente em potássio. As plantas de até cinco anos, que ainda não produzem, recebem só adubação orgânica. A partir do quinto ano, quando entram em produção, passam a receber também adubação química controlada", explica. "Minha meta é melhorar cada vez mais e o projeto vai me ajudar. Bem tratado, o coqueiro gigante produz por mais de 80 anos."
    CASCA DE CAMARÃO
    Para incrementar a adubação orgânica de 100 hectares plantados, o produtor João Carmelo Almeida da Cruz, de Pirambu (SE), está usando casca de camarão. "É um resíduo abundante que ia para o lixo." Ele conta que antes de criar o hábito de fazer análise de solo e racionalizar a adubação, a produtividade não passava de 20 cocos/planta/ano. Hoje, sem irrigação, é de 100 cocos/planta/ano. "Se preciso aplicar adubo químico, que custa caro, só faço com base em análise de solo. Não aplico nem a mais, nem a menos."

    quarta-feira, 17 de maio de 2017

    Adubação: dicas espertas para você!!

    Fonte: jardineiro.net

    Existem fertilizantes para cada momento e tipo de planta do seu jardim, horta ou pomar. Conheça-os e saiba utilizá-los na hora certa para o máximo desempenho das suas plantas. Foto de  UGA College
    Existem fertilizantes para cada momento e tipo de planta do seu jardim, horta ou pomar. Conheça-os e saiba utilizá-los na hora certa para o máximo desempenho das suas plantas. Foto de UGA College
    1. Faça a adubação quando as plantas necessitam dos nutrientes e seja específico com suas necessidades. Durante o crescimento, dê atenção à quantidade equilibrada de nitrogêniofósforo e potássio, para um crescimento vigoroso. Já em momentos como floração e frutificação, leve em consideração a redução do nitrogênio e o aumento de fósforo e potássio, importantes nessa fase.
    2. Evite adubar as plantas quando elas entram em dormência, por dois motivos: Elas pouco aproveitam os fertilizante, já que seu crescimento estará naturalmente estagnado, e você evita de colocar dinheiro fora. Mas Raquel, quando as plantas entram em dormência? Geralmente no período frio ou no período seco. Algumas espécies resolvem ser ativas no inverno, florescendo ou frutificando, como algumas orquídeas, a flor de maio, etc. Use a regra geral, mas não esqueça de conhecer as individualidades de cada espécie.
    3. Não negligencie a calagem. A correção do pH é primordial para que as plantas possam absorver os fertilizantes do solo. De nada adianta colocar litros de adubo em um solo excessivamente ácido. A absorção será pequena e você vai perder muito dinheiro, já que muitos fertilizantes são rapidamente perdidos para o ambiente. Por isso, antes da implantação e na manutenção de jardins, hortas e pomares, solicite a análise de solo. Ela lhe dá o diagnóstico correto do estado atual do solo, em termos de fertilidade e características físicas, além da necessidade de calcário.
    4. Na praia e em outros solos arenosos, acostume-se a fertilizar com mais frequência. Isso acontece por os nutrientes percolam com mais facilidade neste tipo de solo, assim você os perde mais rapidamente para o ambiente.
    A flor-de-maio está a todo vapor no inverno. Florescendo com esplendor. Não deixe de fertilizá-la nesta fase. Foto de  Björn Sahlberg
    A flor-de-maio está a todo vapor no inverno. Florescendo com esplendor. Não deixe de fertilizá-la nesta fase. Foto de 
    Björn Sahlberg
    5. A adubação de base pode ser a diferença entre o sucesso e fracasso do plantio e transplante. Enriquecer o solo com uma boa quantidade de matéria orgânica, como esterco de curral bem curtido, e nutrientes próprios para um perfeito desenvolvimento das raízes, como fósforo e potássio, fazem toda a diferença no vigor inicial da planta muitas vezes no seu desenvolvimento final. Deixe para colocar as doses maiores de nitrogênio quando a planta já estiver bem estabelecida, dando sinais de crescimento. Nitrogênio na base pode ser utilizado, mas preferencialmente com adubos de liberação lenta e em quantidades modestas. A chance dele queimar as raízes feridas durante o transplante e as delicadas raízes em formação são grandes.
    6. Jamais deixe faltar água às plantas durante o período subsequente à adubação. Elas tendem a acumular os sais dos fertilizante e podem se desidratar facilmente. Irrigando bem, você previne sérios danos às plantas.
    7. A adubação ideal é aquela que é gradual e de acordo com a fase da planta, em termos de quantidade e qualidade de nutrientes. No entanto, geralmente os adubos de liberação lenta são caros e sua compra pode ser inviável. Aproveite a capacidade que as plantas tem de armazenar nutrientes em seus tecidos, como o nitrogênio por exemplo e lembre-se disso quando foi fertilizar hortaliças. Não adube se já estiver pensando na colheita. Os altos níveis de nitrogênio acumulados podem ser prejudiciais à saúde de quem consumir folhas e frutos.
    8. Sempre aplique os fertilizantes em dose menor ou igual à indicada na embalagem do produto. Principalmente se eles forem adubos ricos em nitrogênio, como uréia, estercos, ou NPK 10-10-10, por exemplo. É muito comum as plantas murcharem e morrerem da noite para o dia, devido à aplicação excessiva de adubos.
    9. Os dias nublados são os melhores para fertilizar as plantas. Evita-se a ação do sol intenso sobre as plantas, que ficam sensibilizadas e perde-se menos nitrogênio por volatilização. Da mesma forma, os dias chuvosos provocam grandes perdas de nutrientes, que são carregados pela água.
    Um pomar bem nutrido produz em abundância e é mais resistente a doenças. Foto de  Jon RB
    Um pomar bem nutrido produz em abundância e é mais resistente a doenças. Foto de Jon RB
    10. Jamais utilize estercos frescos ou mal curtidos, assim como restos de alimentos, cascas, diretamente sobre o solo. A fermentação destes materiais produz substâncias que são muito prejudiciais às plantas, podendo queimar a apodrecer raízes e colo. Faça sempre a compostagem destes materiais antes de utilizar, para evitar este tipo de problema e aproveitar melhor os ricos nutrientes que eles contém.
    11. A fertilização mal calculada, seja em excesso ou aplicada em dias impróprios, não é somente um desperdício de dinheiro. Os nutrientes perdidos para o ar por volatilização são prejudiciais à camada de ozônio. Da mesma forma, os que são carregados pela água da chuva e regas, podem percolar até os lençóis subterrâneos e contaminar importantes fontes de água potável. Além disso, ainda é bastante comum que cheguem aos cursos de água, como lagos e rios, e provoquem a eutrofização, por crescimento exagerado de algas e plantas aquáticas.
    Foto de Samuel
    Foto de Samuel
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    segunda-feira, 17 de abril de 2017

    O que fazer com folhas secas?


    As folhas, como qualquer outra matéria orgânica, podem ser reaproveitadas pela natureza em vez de ficarem presas em sacos plásticos em um aterro, por muitos anos.

    Compostagem

    Em vez de colocá-las num saco plástico que será levado a um aterro, tente usar a compostagem. Se tiver uma máquina específica, o resultado é melhor. Mas lembre-se, sempre opte pelo descarte consciente, respeitando o meio ambiente!

    Veja também:


    Agora que você já sabe como descartar, a eCycle te ajuda! Clique aqui para visitar nossa página de Postos de Reciclagem e encontre o melhor destino possível para seu item.
    Quer saber sobre outros materiais? Navegue pela seção Recicle Tudo.

    quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

    Tudo o que você precisa saber sobre adubos!

    Casa Campo & CiaJardinagemTudo o que você precisa saber sobre adubos e fertilizantes
     Tudo o que você precisa saber sobre adubos e fertilizantes
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    Adubar uma planta é fornecer nutrientes que serão utilizados na produção do alimento que ela precisa. As plantas, diferentemente de nós, produzem seu próprio alimento, que pode aumentar ou diminuir de qualidade e quantidade em função dos nutrientes disponíveis no processo de produção. Quando adubamos uma planta, estamos enriquecendo o solo e disponibilizando um estoque de nutrientes para que o alimento por ela produzido seja de qualidade e possa suprir todas as suas necessidades. Bem nutridas, as plantas nos retribuem com a beleza de suas folhagens e muitas flores e frutos.
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    Tipos de adubos

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    Químicos ou minerais

    Adubos constituídos de compostos químicos inorgânicos, sintetizados em laboratório ou retirados de rochas.
    Vantagens: Liberação rápida. Devido à rápida absorção, alguns já podem ser localizados na planta em questão de horas. Baixo custo e alto rendimento.
    Desvantagens: Curta duração e risco de queima da planta quando utilizados em excesso ou deixados em contato direto com folhas e troncos.

    Orgânicos

    São os fertilizantes constituídos de compostos orgânicos de origem vegetal ou animal.
    Vantagens: Liberação lenta, alta durabilidade no solo. Além de fornecer nutrientes, a incorporação de matéria orgânica traz uma série de outras vantagens: ajuda a evitar a compactação do solo, que impede a oxigenação e dificulta o desenvolvimento das raízes; ajuda as plantas a absorverem melhor os nutrientes minerais; e serve de alimento para uma série de organismos essenciais para o bom desenvolvimento das plantas, desde minhocas até bactérias diversas.
    Desvantagens: Demoram mais tempo para serem aproveitados pelas plantas, uma vez que precisam passar por processos químicos para poderem ser absorvidos. São economicamente inviáveis para culturas com grande necessidade nutricional, como os cereais.
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    Principais adubos orgânicos

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    Húmus de Minhoca

    O húmus é resultado do processamento dos nutrientes presentes no esterco bovino que, depois de passar pelo organismo das minhocas, fica totalmente solubilizado, tornando mais fácil sua assimilação pelas plantas. Rico em matéria orgânica, além de fertilizar, o húmus recupera as características físicas, químicas e biológicas do solo natural, favorecendo, assim, o bom desenvolvimento das plantas.

    Esterco

    Os mais utilizados são os de gado e de frango. O esterco de gado contém maior quantidade de fibras, o que evita a compactação do solo e ajuda a reter maior quantidade de água. O de frango, por sua vez, é mais concentrado, extremamente rico em nutrientes. Porém, a grande quantidade de alguns elementos aumenta o risco de tornar o solo mais ácido e salino.
    Atenção: Todo esterco só deve ser utilizado se estiver curtido, pois o esterco fresco pode queimar as plantas.

    Torta de Mamona

    É o bagaço que sobra após a retirada industrial do óleo de mamona. Além de ser muito rica em nitrogênio (cerca de 5%) ainda possui ação nematicida (os nematoides são vermes que atacam as raízes das plantas).
    Embora excelente para as plantas, ela é extremante venenosa para os animais de estimação. Além da ricina (veneno presente na mamona), há concentrações elevadas de metais pesados como o cádmio e o chumbo.

    Farinha de ossos

    Resultante da moagem ou autoclavagem de ossos de boi, a farinha de ossos é rica em cálcio, fósforo e matéria orgânica. É muito indicada para utilização em plantas floríferas e no controle da acidez do solo.
    Um solo rico precisa apresentar todos os componentes essenciais ao desenvolvimento de uma planta. Alguns desses componentes são necessários em quantidades maiores e são denominados macronutrientes: nitrogênio, fósforo e potássio. Outros, apesar de essenciais nas reações químicas e fisiológicas das plantas, são utilizados em quantidades menores, são os micronutrientes: cálcio, magnésio, enxofre, boro, cloro, cobre, ferro, manganês, zinco e molibdênio.

    sábado, 8 de outubro de 2016

    Como fazer adubação orgânica de frutíferas

    Extraído do blog:http://microfundiourbano.blogspot.com.br/

    Para manter nossas árvores frutíferas sempre saudáveis, um dos fatores que devemos observar é mantê-las sempre bem adubadas, pois é através deste alimento que nossas árvores irão gerar flores e, consequentemente, bons frutos.


    Cada espécie de frutífera tem uma exigência especial de adubação. Algumas plantas necessitam mais zinco que outras, algumas precisam de boro em menor quantidade. Devemos consultar as literaturas disponíveis para conhecermos as exigências nutricionais específicas de cada frutífera que desejamos adubar.



    Entretanto, quanto falamos de frutíferas nativas regionais brasileiras, como dizemos aqui em Minas "aí é que o trem desanda!", pois: quais são as necessidades de adubação de uma grumixama? de um gravatá? de um cambuci, da uvaia, do araçá??? Praticamente não temos nenhum estudo sobre estas necessidades!



    Para todas as frutíferas já estabelecidas, que já produzam frutos, inclusive as nativas regionais, podemos adotar uma fórmula básica orgânica, que atenda as necessidades primárias de nutrição de qualquer espécie frutífera, assegurando particularmente uma boa colheita anual.



    1 - Fórmula básica para adubação de frutíferas:
    - Farinha de osso = 200 g a 300 g por m2 de área da árvore; 
    - Cinza de madeira = 50 g a 150 g por m2 de área da árvore;
    - Esterco de gado = 6,5 litros, ou Composto orgânico = 10 litros, ou Esterco de galinha = 1 litro, por m2 de área da árvore;
    - Húmus de minhoca = 1 kg a 1,5 kg por árvore;
    - Pó de rocha (opcional) = 500 g a 1000 g por árvore;



    Para a farinha de osso, a cinza de madeira, o pó de rocha e o húmus de minhoca: quanto mais alta e frondosa a arvore, maior a quantidade destes produtos.



    2 - Calculando a área da frutífera:
    Quando falamos de metros quadrados de área de um árvore, nos referimos a sua circunferência. Para calcular esta área, medimos a distância entre base do tronco da árvore, o mais próximo ao chão possível, até o ponto máximo de projeção da copa da mesma. Esse valor é o raio da árvore (R). Usamos a fórmula abaixo para obter a área:


    Área da árvore = R x R x 3


    Exemplo: para uma árvore com R = 2,1 metros, temos:  



    Área da árvore = 2,1 x 2,1 x 3 = 13,23


    Arredondados o valor da área da árvore para cima - para um valor múltiplo de 0,5 - temos que a área desta árvore é de  13,5 metros quadrados.




    3 - Quando adubar:
    Recomenda-se que façamos uma adubação, bem caprichada, uma vez por ano, pelo menos, de 1 mês a  mês e meio antes do período que anteceda a floração da frutífera. Se o período de floração precede a época das chuvas, podemos fazer a adubação 15 dias antes da floração. Se você não tem certeza de quando sua frutífera começa a florir, faça esta a adubação em meados de setembro.



    4 - Como adubar:
    Podemos, simplesmente, utilizar está fórmula em cobertura, sob a projeção da copa de nossa frutífera. Podemos também abrir alguns buracos, sob a copa, e preenche-los com esta adubação.



    Aqui na minha casa, a técnica que utilizo é a da meia-lua, que consiste em abrir um sulco, em formato de meia-lua, a 2/3 do tronco até projeção da copa, região esta onde se concentram as raízes responsáveis pela nutrição da planta. Esta meia-lua deve ter, aproximadamente, 15 cm de profundidade, por 15 a 20 cm de largura, e medir de 1,5 a 3 metros de comprimento (quanto maior a árvore, maior o comprimento da meia-lua). Se o terreno é inclinado, devemos abrir a meia-lua do lado de cima da planta.




    Dentro da meia-lua, depositamos primeiro a metade do húmus de minhoca. Misturar previamente a a farinha de osso, a cinza de madeira e o pó de rocha e espalhar dentro da meia-lua. Sobre esta mistura, espalhamos o resto do húmus. Umedecer levemente a meia-lua.


    Sulco em meia-lua.


    Se você tem alguns pés de confrei, colher algumas folhas, picar bem, e colocar as folhas de confrei sobre o húmus.



    Colocar o esterco/composto, de modo a tampar toda a meia-lua. Se sobrar esterco/composto, espalhe-o ao redor da árvore. Umedecer todo o esterco e cobrir tudo com material orgânico (capim seco, ou casca de arroz, ou palha de café, etc...).



    Para umedecer a meia-lua, costumo usar uma mistura de humato com EM ativado - que são sinérgicos entre si, pois um potencializa a ação do outro - diluídos em água.



    5 - Adubação pós-colheita:
    Um mês após a colheita de todas as frutas, faremos uma adubação de reforço, da seguinte maneira: Se tiver confrei, espalhar folhas picadas, na projeção da copa. Cobrir com 3 litros de esterco curtido, ou 5 litros de composto orgânico, por metro quadrado, misturado a 500 g de bokashi (ou bocac), mais 100 g de calcário. Umedecer bem a área e cobrir com material orgânico. Se não tiver confrei e/ou bokashi/bocac, fique, pelo menos, como o esterco/composto + calcário.



    Mais detalhes no vídeo:



    6 - Dicas:
    - Durante o ano, para uma melhor nutrição da planta, aplicar caldas fermentadas de espécies diferentes, chorume de urtiga, solução de cálcio e humato, intercalando a aplicação mês a mês, em intervalos regulares;
    - Fazer adubação verde, envolta da frutífera, com feijão de porco, para suprir as necessidades de nitrogênio, antes do período vegetativo da árvore;
    - As exigências nutricionais específicas de cada espécie, podem ser agregadas a fórmula básica, para garantir uma nutrição completa;
    - Se a frutífera tiver menos de 3 anos, e ainda não tiver produzido, aplicar 1/3 da fórmula básica de adubação no primeiro ano. Nos próximos anos, aplicar metade da fórmula básica;
    - Plantas que entram em dormência, no inverno, não devem ser adubadas neste período. Aguardar meados de setembro, para adubá-las;
    - Não utilizar cinza proveniente de churrasqueira, para compor a fórmula básica de adubação.

    quarta-feira, 13 de julho de 2016

    O que você precisa saber sobre o húmus de minhoca



     Húmus de minhoca








    O húmus de minhoca é um produto resultante da decomposição de matéria orgânica 

    digerida pelas minhocas. É um adubo orgânico natural, com pH neutro, sendo leve inodoro,

    solto, fresco e macio, com aparência lembrando vagamente pó de café. Pode ser aplicado
     imediatamente no
     solo e, entre suas qualidades, merecem destaque as seguintes:

    - Possui bons teores de macronutrientes (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, enxofre e magnésio) e 

    de micronutrientes (zinco, ferro, cobre molibdênio e cloro);

    - Apresenta rica e diversificada flora microbiana e uma enorme gama de fitorreguladores, 

    concorrendo
     para a melhor fertilidade natural do solo;

    - Recupera e fertilidade do solo cansado e não tóxico para as plantas, os animais e o

     homem.

    - Proporciona um equilíbrio nutricional às plantas, pois as substâncias que contém são 

    liberadas lentamente.
     Com isso, melhora a qualidade dos produtos agrícolas, tornando-os mais sadios e 
    duradouros;

    - Antecipa e prolonga os períodos de florada e frutificação.

     1 Kg de Húmus corresponde a 5 kg de esterco bovino

    Dosagens médias para o uso de húmus de minhoca

    CulturaPlantioCoberturaSulcoObservações
    Citros300 a 500g/cova1000 a 1500 g/pé 2 vezes/ano
    Citros Viveiros e Sementeiras50% de húmus, 50% terra800 g/m2 de canteiro, 3 vezes/ano
    Uva300 a 500 g/cova1.000 a 1.500 g/pé, 4 vezes/anona cobertura misturar húmus com terra
    Morango500 g/cova600 g/m2 durante o cultivo
    Abacaxi400 a 500 g/cova
    Milho Verde300 a 400 g/cova
    Abóbora, melão, melancia, pepino400 g/cova
    Árvores frutíferas de clima temperado400 a 600 g/cova1.000 a 1.500 g/pé, 2 vezes ao ano
    Arbustos Frutíferos500 g/cova1.500 g/pé, 2 vezes ao ano
    Hortaliças de folhas600 g/m2 ou 100 g/covaApós 60 dias da germinação ou durante o cultivo, 600 g/m2200 g/metro linear
    Legume em Geral150 g/cova
    Vasos de plantas (Avencas, samambaias, violetas e outros200 g/vaso200 g/vaso, 4 a 6 vezes/anoNa cobertura, mistura húmus com terra
    Roseira e arbustos floríferos200 g/cova ou 500 g/m2400 g/pé no sulco, 4 vezes/ano
    Jardins em geral500 g/m2 na preparação da terra e 500 g/m2 ou 200 g/cova no plantio
    Gramados700 g/m2
    Chá, café, cacau300 a 500 g/cova1.000 a 1.500 g/pé, 2 vezes/ano      
    Cana-de-Açúcar700 a 1.000 kg/ha, incorporado à terra700 a 1.000 kg/ha500 g/m linearSoqueira - 500 kg/ha
    Grãos500 kg/ha incorporados à terra5 ton/ha500 g/m linear
    Forrageiras em geral, pastagens5.000 kg/ha incorporados à terra5 ton/ha500 g/m linear